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Azeite: como saber se é bom ou adulterado

Redação

Azeite: como saber se é bom ou adulterado

Conhecido por seus benefícios à saúde, o azeite de oliva é um item versátil na cozinha, usado desde o preparo de pratos quentes até o tempero de saladas. Por ter um custo mais alto que outras gorduras vegetais e animais, é comum encontrar imitações que tentam se passar por azeite, muitas vezes escondendo misturas com outros óleos ou um produto de baixa qualidade.

Para saber se o azeite comprado é bom, é necessário prestar atenção em algumas características, desde a compra até o momento de consumi-lo.

Lista de ingredientes

Um azeite de oliva legítimo deve conter apenas azeite de oliva. É cada vez mais comum encontrar misturas de óleos vegetais que usam um pouco de azeite para citá-lo no rótulo, mas que têm predominância de outras opções menos nobres, como óleo de soja ou de girassol. Isso não significa que esses óleos sejam ruins, mas eles não são azeite de oliva. No supermercado, a primeira ação é verificar se não há nenhum ingrediente intruso no produto.

Origem e data de colheita

Alguns países são referência em produção de azeite, como Espanha, Portugal e Grécia. Produtos vindos de lá costumam ter níveis confiáveis de qualidade, mas é preciso confirmar se eles são realmente feitos nesses países. Muitas empresas apenas engarrafam o azeite em lugares renomados para enganar o consumidor, mas usam azeitonas de procedências diversas.

Outro ponto que merece atenção é a data de fabricação ou a identificação da safra, que pode ser encontrada em produtos mais elaborados. Devido à degradação natural do óleo, suas características ficam mais preservadas nos primeiros dois anos após a fabricação. Depois disso, podem ocorrer alterações sensoriais significativas, independentemente da data de validade informada.

A cor é menos relevante

Muita gente se guia pela cor do óleo, acreditando que um tom mais intenso, puxando para o verde ou amarelo, indica pureza ou qualidade. Na verdade, a cor é um dos elementos mais enganosos do azeite, pois varia de acordo com o tipo de planta e aspectos da fabricação. A coloração, sozinha, não atesta qualidade.

Um indicativo mais importante é a cor do vidro. Azeites que prezam pela qualidade e conservação devem estar em embalagens que bloqueiam a passagem da luz, já que ela degrada o óleo mais rapidamente. O ideal é priorizar vidros escuros ou embalagens metálicas e evitar vasilhames claros.

Atenção ao cheiro

Um indicativo melhor da qualidade é o aroma do azeite. Ele deve ter cheiro de algo que não seja desagradável. Odores herbais e frutados são um bom indício de um óleo fresco e de boa qualidade. Por outro lado, devem ser desprezados azeites com cheiro de mofo, gordura rançosa, madeira úmida ou vinagre. Esses odores são alertas de oxidação ou fermentação inadequada, que afetam as características do produto.

Um azeite que não tem cheiro algum também não é o ideal, pois costuma indicar um óleo mais velho ou um produto refinado e misturado que tenta se passar por azeite extravirgem, nome dado aos de maior qualidade e pureza, com acidez inferior a 0,8%.

O que esperar do gosto

Feitos os passos anteriores, é hora de provar o azeite. Um produto de mais qualidade terá tons frutados e, principalmente, uma leve picância de fundo, cortesia dos polifenóis presentes na oliva. Qualquer gosto que puxe para o lado do mofo, de algo rançoso ou metálico, é alerta de oxidação e problemas no controle de qualidade.