Canetas emagrecedoras: como evitar intestino preso
Redação

O intestino preso é um dos efeitos colaterais mais conhecidos das canetas emagrecedoras. Por reduzir o apetite e retardar o esvaziamento gástrico, os agonistas de GLP-1 acabam contribuindo indiretamente para que o funcionamento intestinal seja bem mais lento do que antes, podendo gerar constipação e outros sintomas associados.
Se esse for o seu caso, é importante consultar seu médico sobre a melhor maneira de lidar com a situação. Pode ser necessário ajustar a dose ou apenas incorporar novos hábitos à rotina.
Antes de qualquer outra dica, lembre-se de se manter hidratado. Um bolo fecal mais seco tem uma dificuldade maior de seguir em frente e, consequentemente, ser eliminado pelo corpo. Medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 não afetam só sua fome: eles também podem reduzir a percepção de sede, incrementando os riscos do intestino preso.
Não importa se você está usando uma caneta emagrecedora ou não: as fibras são essenciais para o intestino funcionar bem. Mas não adianta sair comendo qualquer alimento rico nesse nutriente. Como as canetas emagrecedoras alteram o funcionamento digestivo, fibras solúveis tendem a ser mais indicadas do que as insolúveis. Além do tipo de fibra, a quantidade também é importante. Especialmente se a sua dieta era pobre nelas antes da readequação da sua alimentação, o melhor é inseri-las aos poucos na rotina, já que um grande influxo de fibras pode acabar gerando efeitos opostos ao pretendido. Boas opções incluem o psyllium, chia e até maçãs.
Outra forma bem conhecida de desobstruir o trânsito é através da atividade física. Qualquer aumento nas horas que você se mexe por semana já é um avanço, mesmo que você sinta que está fazendo pouco. O objetivo é ir incrementando gradativamente, já que o exercício estimula a motilidade intestinal.
Caso as alternativas acima não produzam efeito, converse com seu médico sobre a possibilidade de usar laxantes. Opções osmóticas, que retêm a água do intestino por osmose, costumam ser bem indicadas, já que têm uma ação que irrita menos as paredes intestinais e têm menor risco de dependência do que outras alternativas.