Pular para o conteúdo
Cirurgia daCatarata

CFM pune médicos que receitarem Mounjaro do Paraguai

Redação

CFM proíbe prescrição de “Mounjaro do Paraguai” e ameaça médicos com punições

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou uma nota na última semana com um alerta para os médicos de todo o Brasil. A autarquia proibiu a prescrição de tirzepatida sem registro sanitário no país, medicamento conhecido popularmente como “Mounjaro do Paraguai”. A orientação vale para qualquer versão do fármaco que não tenha autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com o CFM, os profissionais que receitarem esse tipo de medicamento estarão sujeitos a punições administrativas, civis e penais. A medida busca impedir a circulação de fármacos clandestinos no território nacional, que entram no país com custo mais baixo, mas sem qualquer garantia de segurança ou eficácia.

No documento, o Conselho afirmou que é vedado ao médico usar a consulta ou a prescrição como forma de viabilizar a obtenção de medicamentos vindos do exterior sem autorização legal. Também destacou que esses produtos não possuem documentação sanitária, rastreabilidade ou nota fiscal, exigências previstas pelas autoridades brasileiras.

Publicidade

Além de banir a prescrição da tirzepatida irregular, o CFM reforçou o cuidado com versões manipuladas do medicamento. A entidade considerou inaceitável a indicação de formulações manipuladas que estejam em desacordo com a legislação sanitária vigente ou que usem insumos sem procedência regular.

A manipulação da tirzepatida ainda é permitida no Brasil em situações específicas, diferente do que ocorre com a semaglutida, princípio ativo do Ozempic, cuja manipulação é proibida. Especialistas, no entanto, desaconselham o uso nessas condições pela dificuldade de garantir a origem e a qualidade dos insumos utilizados.

Riscos do medicamento contrabandeado

As versões da tirzepatida importadas irregularmente, que costumam vir do Paraguai, não passaram pelos testes exigidos para comercialização no Brasil. A Anvisa ressalta que, mesmo quando exames indicam a presença da substância no frasco, isso não garante que o produto tenha a mesma qualidade do original.

Sem o aval da agência, não há como assegurar que o medicamento esteja livre de impurezas ou contaminantes. Também não é possível confirmar se ele tem a mesma biodisponibilidade do Mounjaro oficial, que é o fator que determina se o remédio funciona de forma equivalente.

Quem utiliza esses produtos contrabandeados pode estar comprando um fármaco com eficácia reduzida. Em situações mais graves, a pessoa expõe a saúde a riscos imprevisíveis, incluindo complicações que podem levar à morte. O CFM orienta que os médicos verifiquem sempre o registro do medicamento na Anvisa antes de indicar qualquer tratamento.

Publicidade
Adicione o Cirurgia da Catarata como fonte preferida