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Cirurgia daCatarata

Colesterol alto: como descobrir o risco antes do infarto

Redação

O colesterol alto é um problema que pode ficar escondido por anos, sem apresentar qualquer sintoma, até se manifestar em eventos graves como infarto ou AVC. O cardiologista Carlos Alberto Pastore, livre-docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e membro do Brazil Health, explica que a maioria dos pacientes nunca sente nada, o que torna o diagnóstico silencioso ainda mais perigoso.

O acúmulo de placas de gordura nas artérias, conhecido como aterosclerose, é um processo lento. Durante anos ou décadas, o excesso de colesterol LDL, o chamado “colesterol ruim”, contribui para a formação dessas placas. Elas podem crescer sem causar desconforto, mas o risco surge quando diminuem a passagem de sangue ou se rompem de forma repentina, provocando um infarto ou um acidente vascular cerebral.

Esperar o aparecimento de sintomas para investigar o colesterol é um erro. A prevenção cardiovascular moderna busca agir antes do primeiro evento. Uma das mudanças na cardiologia é que a investigação não precisa começar apenas na meia-idade. Pessoas com histórico familiar de infarto precoce, AVC ou colesterol muito elevado devem iniciar o acompanhamento mais cedo, pois alterações genéticas podem manter o colesterol alto desde a infância.

Tratamento e prevenção

As estatinas continuam sendo a principal base do tratamento para reduzir o colesterol. Para pacientes de risco muito elevado ou que não atingem as metas com medicamentos tradicionais, novas opções surgiram, como os inibidores da PCSK9 e o inclisirana, que reduzem o LDL por mecanismos diferentes e com aplicações pouco frequentes. Esses tratamentos não substituem hábitos saudáveis e são indicados para casos selecionados.

A prevenção envolve conhecer o histórico familiar, controlar pressão arterial, diabetes e peso, praticar atividade física e não fumar. Exames laboratoriais são fundamentais para identificar alterações lipídicas precocemente. O grande desafio, segundo o especialista, é fazer com que mais pessoas descubram seu risco antes que a doença se manifeste, em vez de esperar um infarto para só então descobrir que o colesterol estava alto.