Dermatite em cães: sintomas e tratamentos
Redação

A dermatite por lambedura, também conhecida como granuloma por lambedura, é uma doença inflamatória crônica em cães. A condição é causada pela lambedura excessiva do próprio animal, que provoca feridas, principalmente nas patas.
O problema é comum em cães de grande porte ou de meia-idade. A doença é considerada multifatorial, ou seja, pode ser desencadeada por alergias, dores nas articulações, alterações nos nervos ou traumas locais. Infecções bacterianas profundas também contribuem para que a lesão se mantenha.
O comportamento do animal tem um papel importante. A lambedura libera endorfinas, substâncias que causam sensação de prazer. Por isso, o cão pode continuar lambendo a região mesmo depois que o problema inicial desaparece, criando um ciclo de lambedura compulsiva.
Sintomas
No início, as lesões podem ficar escondidas pelos pelos. Com o tempo, o trauma da língua e dos dentes faz com que elas aumentem. A ferida geralmente tem formato de um nódulo avermelhado e sem pelos, que aparece na parte superior das patas ou na região do metatarso, nas patas traseiras.
Em alguns casos, podem surgir erosões, feridas abertas e úlceras. A saliva em contato com a pelagem pode deixar os pelos ao redor da lesão com uma coloração acastanhada. Se houver infecção bacteriana, a ferida pode liberar secreção com pus ou sangue.
Tratamento
O tratamento deve controlar a ferida e interromper o comportamento de lambedura. Como diferentes fatores podem estar envolvidos, é recomendado buscar um médico-veterinário para avaliar o caso.
O período de tratamento dura algumas semanas. O primeiro passo é investigar e tratar possíveis doenças que estimulam a lambedura, como alergias, sensibilidade alimentar, dores na articulação, traumas e problemas neurológicos.
Para impedir a lambedura e permitir a cicatrização, barreiras físicas como colar elizabetano, focinheira de cesta ou bandagens podem ser usadas. Substâncias de sabor amargo também ajudam a desencorajar o ato, sempre com orientação profissional.
É recomendado ampliar a atividade física do pet e oferecer estímulos mentais, aumentando a interação com os tutores e reduzindo períodos de confinamento ou solidão. Medicamentos para infecção bacteriana devem ser definidos pelo veterinário.