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Cirurgia daCatarata

Exame de sangue revela sua idade biológica; veja o preço

Redação

Um exame inédito no Brasil promete revelar o quão envelhecido o corpo de uma pessoa realmente está. O teste, que já está disponível no país, analisa o comprimento dos telômeros para estimar a idade biológica.

Em 2009, os biólogos Elizabeth Blackburn, Carol Greider e Jack Szostak receberam o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina pela descoberta dos telômeros, estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomos. Elas são responsáveis por manter a estabilidade do material genético e garantir sua replicação normal.

Com o passar do tempo, os telômeros ficam mais curtos, o que faz parte do processo natural de envelhecimento. Por isso, os cientistas passaram a usá-los como uma forma de prever a idade biológica, ou seja, o quão “jovem” ou “velho” o corpo está, independentemente da data de nascimento.

O novo exame, chamado de idade biológica por comprimento de telômero, mede o tamanho e a distribuição média dessas estruturas. Também calcula o percentual de telômeros curtos, permitindo uma estimativa da idade “real” da pessoa.

O teste é feito por coleta de sangue. O material é analisado no Brasil e depois enviado para Madri, na Espanha, onde passa pelo processamento final no laboratório da Life Length, parceira internacional da Dasa Genômica, empresa responsável por trazer o exame ao país.

Por enquanto, o exame está disponível apenas nas unidades do Alta Diagnósticos, rede de laboratórios voltada à classe A, e custa R$ 6.360.

O exame não tem caráter diagnóstico. O resultado não serve para identificar doenças nem deve ser visto como uma “sentença”. A proposta é que o biomarcador funcione como uma ferramenta de acompanhamento do processo de envelhecimento com mais precisão.

Segundo o biólogo espanhol Enrique Samper, fundador da Life Length, os resultados podem ajudar a reforçar hábitos saudáveis. Ele cita a atividade física de média intensidade, que ajuda a ativar a telomerase, enzima que produz os telômeros. O abandono do tabagismo e o tratamento de depressão e estresse crônico também são recomendados.

O controle de doenças como diabetes e colesterol alto pode colaborar para a manutenção dos telômeros, conforme sugerem estudos com medicamentos como metformina e atorvastatina.

Para pessoas com doenças genéticas raras ligadas ao encurtamento dos telômeros, como fibrose pulmonar idiopática, anemia aplásica e disqueratose congênita, o exame pode ser complementar, mas também não tem efeito diagnóstico.