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Cirurgia daCatarata

Overtraining: os riscos de se exercitar demais

Redação

Overtraining: os riscos de se exercitar demais

Praticar exercícios físicos regularmente faz bem para a saúde, mas o excesso pode trazer problemas. O overtraining, ou sobretreinamento, ocorre quando o esforço físico supera o que o corpo consegue suportar, causando complicações físicas e mentais. A condição é um desequilíbrio entre o estresse do treino e o tempo de recuperação.

Atletas de alto rendimento podem sofrer com a sobrecarga ao buscar melhorar o desempenho constantemente. No entanto, pessoas que buscam o corpo perfeito ou um estilo de vida saudável também correm o risco de exagerar. É preciso ficar atento aos limites do corpo para não prejudicar a própria saúde.

O overtraining pode causar perda de massa muscular, o oposto do que se espera ao treinar. O excesso de esforço também gera alterações hormonais, como queda nos níveis de testosterona e do hormônio do crescimento (GH), disfunção na tireoide e, em mulheres, mudanças no ciclo menstrual. Distúrbios do sono e alterações de humor podem levar a quadros de depressão ou ansiedade.

A longo prazo, o problema pode acelerar o desenvolvimento de artrose, causar resistência à insulina, queda na imunidade, hipoglicemia, redução da libido e aumentar o risco de doenças cardíacas.

Os sintomas incluem desconforto fora do normal durante o treino, como cãibras, perda de força, falha precoce em séries habituais, dores musculares que duram mais de 72 horas, fadiga extrema, dificuldade para realizar tarefas diárias, insônia e dores frequentes em tendões e articulações.

O overtraining também pode levar à rabdomiólise, que é a quebra de fibras musculares. Isso libera substâncias nocivas no sangue, prejudicando a saúde renal. Os sinais incluem cãibra, náuseas, vômitos e urina escura. Para prevenir o problema, é necessário garantir períodos de descanso, ter uma alimentação balanceada e contar com orientação profissional durante os treinos.