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Cirurgia daCatarata

Pigarro na garganta: causas e quando se preocupar

Redação

O pigarro na garganta pode ser um dos sintomas mais incômodos e persistentes após uma infecção respiratória. Mesmo quando todos os outros sinais da doença já desapareceram, ele continua presente, às vezes por semanas, geralmente acompanhado de tosse e outros desconfortos.

Embora as doenças respiratórias, que se tornam mais comuns no inverno, sejam as principais suspeitas, elas não são as únicas causas possíveis para o pigarro. Conheça alguns dos motivos que levam a esse sintoma e saiba quando procurar ajuda médica.

Infecções respiratórias

As infecções respiratórias são as maiores causadoras dessa sensação desagradável. Gripe, covid e resfriados provocam acúmulo de secreções e irritação das vias aéreas, o que leva ao sintoma. Ele também pode aparecer com complicações como a sinusite.

O pigarro costuma ceder após o fim da infecção, embora possa durar mais que os outros sintomas. Recomenda-se fazer lavagem nasal e se manter hidratado. Xaropes e dicas caseiras, como o uso de mel com própolis, podem ajudar, mas o ideal é ouvir um médico antes.

Alergias

As alergias respiratórias também são uma causa comum do pigarro. Diferentemente das infecções, causadas por patógenos, a irritação aqui está relacionada a uma reação exagerada do sistema imune contra substâncias que atuam como gatilhos da rinite.

O quadro melhora quando a pessoa se afasta do que motivou a crise alérgica, embora isso nem sempre seja possível com gatilhos como poeira e pólen. Sob orientação médica, pode ser necessário usar medicamentos antialérgicos e investir na limpeza ambiental.

Substâncias irritantes

Expor a garganta continuamente a substâncias que irritam as mucosas é outra razão recorrente para o pigarro. O problema é comum em fumantes, mas não é só a fumaça de cigarro que causa desconforto: a poluição também pode motivar o sintoma.

A solução é reduzir a exposição às fontes de irritação. No caso da poluição, purificadores de ar podem ajudar. Para o cigarro, é preciso se afastar do vício, e o melhor é contar com apoio profissional.

Falta de umidade

O ar muito seco resseca as mucosas da garganta e pode provocar a sensação de pigarro. Isso pode acontecer em dias de baixa umidade ou em ambientes com ar condicionado.

Beber água e usar umidificadores de ar costumam ser suficientes para eliminar o desconforto causado pela secura.

Refluxo gastroesofágico

No refluxo, os ácidos do estômago fazem o caminho oposto ao que deveriam, irritando as mucosas do esôfago. A consequência mais conhecida é a queimação, mas os problemas não se limitam à azia: o refluxo também pode gerar tosse crônica que não cede enquanto o problema não for tratado.

Quando se preocupar

Fique atento à persistência da tosse com pigarro. Se o sintoma seguir presente por vários dias, especialmente após uma infecção respiratória recente e com tosse que não passa depois de duas semanas, é sinal de que uma investigação mais profunda é necessária.

Uma visita ao médico permite entender se o pigarro é uma questão pontual ou se representa algum problema de saúde crônico que exige cuidados adicionais. Em algumas situações, o sintoma pode estar associado a questões mais graves, como um câncer de laringe.

Na dúvida, não hesite em buscar orientação profissional para entender se algo deve ser feito além das medidas paliativas imediatas.