Pular para o conteúdo
Cirurgia daCatarata

Treino ideal para quem usa canetas emagrecedoras, segundo Europa

Redação

Treino ideal para quem usa canetas emagrecedoras, segundo Europa

Praticar exercícios regularmente potencializa o bem-estar mental e a saúde física de pacientes em tratamento com medicamentos injetáveis. A perda de peso acelerada proporcionada pelos análogos de GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, transformou o tratamento da obesidade, mas trouxe novas demandas sobre como estruturar a rotina de quem usa as chamadas “canetas emagrecedoras”.

Nesse contexto, duas das principais preocupações são evitar a perda excessiva de massa magra e garantir uma rotina saudável duradoura para que os quilos perdidos não voltem no futuro, especialmente após uma redução nas doses do remédio. Com o objetivo de orientar pacientes e médicos, três entidades de saúde da Europa publicaram um consenso internacional focado no acompanhamento do estilo de vida durante o uso dessas medicações.

O documento, divulgado na revista científica The Lancet Diabetes & Endocrinology, foi elaborado pela Associação Europeia para o Estudo da Obesidade (EASO), pela Federação Europeia das Associações de Nutricionistas (EFAD) e pela Coalizão Europeia de Pessoas que Vivem com Obesidade (ECPO). Segundo o material, movimentar-se é basilar para o bom funcionamento do corpo, manutenção do peso perdido e o bem-estar psicológico dos usuários.

Publicidade

Quando o corpo perde peso rápido, é natural que vá embora, junto à gordura, uma fatia de massa magra. Ter um corpo com músculos e ossos fortes é fundamental para a longevidade. O endocrinologista Ricardo Cohen, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, pondera que a perda de massa magra não é o fim do mundo. Ele explica que pessoas com obesidade possuem naturalmente mais massa magra para sustentar o corpo. “O objetivo principal é evitar uma perda excessiva”, pontua.

Pensando em blindar a musculatura, a principal aposta é o treinamento de resistência, que envolve a musculação ou os treinos funcionais e calistênicos. Segundo o documento, o treino intervalado de alta intensidade (HIIT) pode ser uma boa saída para otimizar o tempo. O endocrinologista Fábio Moura, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), explica que o estímulo mecânico do exercício de força, somado a uma ingestão adequada de proteínas, estimula a hipertrofia muscular e minimiza a perda de massa magra.

O consenso cita o protocolo do ensaio clínico STEP-3 como modelo de abordagem progressiva. A receita usada na pesquisa foi: no início do tratamento, 100 minutos por semana de atividade física, distribuídos em quatro a cinco dias; progressão com aumento gradual de 25 minutos no total semanal a cada quatro semanas; e meta de consolidar cerca de 200 minutos semanais de forma sustentável. A ideia é se aproximar gradualmente do que a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza: de 150 a 300 minutos semanais de exercícios aeróbicos moderados ou de 75 a 150 minutos de atividades vigorosa, além de pelo menos dois dias por semana dedicados ao fortalecimento muscular.

“Algumas pessoas imaginaram que esses medicamentos significariam o fim da necessidade de dieta, exercício e acompanhamento multidisciplinar. Mas é exatamente o contrário. Eles reforçam a importância de todas essas estratégias”, conclui Moura.

Publicidade
Adicione o Cirurgia da Catarata como fonte preferida