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Cirurgia daCatarata

Vacina no SUS reduz em 16% internações de bebês por bronquiolite

Redação

Vacina no SUS reduz em 16% internações de bebês por bronquiolite

O Brasil registrou queda de 16,6% nas internações por bronquiolite em bebês de até seis meses desde que passou a oferecer a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes na rede pública. Os dados são do boletim InfoGripe da Fiocruz e abrangem até a 20ª semana epidemiológica de 2026, com informações coletadas até 23 de maio.

No período, o país contabilizou 14.677 casos graves da doença nessa faixa etária. Apesar de o número ainda ser elevado, ele representa o menor índice desde 2023 e uma redução significativa na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A vacina contra o VSR começou a ser distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro do ano passado. Ela é aplicada em dose única em grávidas a partir da 28ª semana de gestação, independentemente da idade. A imunização pode ser feita no mesmo dia das vacinas contra influenza e covid-19.

O objetivo do imunizante é proteger o recém-nascido. Os anticorpos gerados no corpo da mãe passam para o bebê, reduzindo o risco de complicações graves causadas pelo VSR nos primeiros seis meses de vida. O vírus é a principal causa de hospitalizações por bronquiolite nessa idade. A vacina não evita o contágio, mas diminui as chances de casos que exigem internação ou podem levar à morte.

O resultado observado no Brasil repete o que já aconteceu em outros países. No Chile, onde a vacinação começou antes, não houve registro de mortes por bronquiolite em crianças menores de um ano nos últimos dois invernos.

Apesar do avanço, o VSR continua sendo uma preocupação de saúde pública, tanto para bebês quanto para idosos. A proteção da vacina aplicada na gestante dura apenas os primeiros seis meses de vida da criança, mas o vírus pode causar problemas sérios até os dois anos de idade.

Para ampliar a proteção, o SUS incorporou este ano o nirsevimabe, conhecido como Beyfortus. Diferente de uma vacina tradicional, ele é um anticorpo monoclonal que já entrega os anticorpos prontos para a criança. Na rede pública, o medicamento é indicado para bebês prematuros, que têm maior risco de desenvolver formas graves da infecção. A aplicação é feita preferencialmente ainda na maternidade.

Para crianças sem prematuridade, a indicação no SUS vale para aquelas de até 24 meses que tenham alguma comorbidade, durante o período de sazonalidade do VSR, entre fevereiro e agosto. A lista de condições elegíveis inclui doença pulmonar crônica da prematuridade, cardiopatia congênita, anomalias das vias aéreas, doença neuromuscular, fibrose cística, imunocomprometimento grave e síndrome de Down.

Fora dos grupos indicados pelo SUS, o Beyfortus pode ser encontrado na rede particular e aplicado em qualquer criança, mas o custo chega a R$ 3,5 mil.