A apresentadora Glenda Kozlowski, âncora do programa “Show do Sport” na TV Band, está afastada do trabalho por motivos de saúde. A jornalista usou suas redes sociais para contar que ficou três dias internada após sofrer com fortes dores na coluna, que chegaram a causar perda temporária da mobilidade das pernas.
Em um vídeo publicado no Instagram, Glenda disse que, antes de ser hospitalizada, já enfrentava dificuldades para caminhar. Ela relatou que sentiu o corpo “travar” e caiu no chão. “As pernas perdem as forças e acabou: você não consegue andar, você não consegue levantar, você não consegue fazer nada sozinha”, explicou.
Glenda, que pratica bodyboard, informou que o laudo médico apontou uma sobrecarga mecânica na lombar. Isso significa que a região foi submetida a um esforço maior do que conseguia suportar. O quadro também foi relacionado a alterações degenerativas naturais dos discos intervertebrais, estruturas que funcionam como amortecedores entre as vértebras da coluna. Essas mudanças são comuns com a idade e podem favorecer episódios de dor intensa, além de comprometer temporariamente a força e a estabilidade dos membros.
Quando a dor nas costas pode interromper os movimentos
Dor nas costas, principalmente na lombar, é uma queixa comum. Cerca de 80% das pessoas terão algum episódio ao longo da vida. Na maioria das vezes, as dores são de curta duração e melhoram com medidas simples. No entanto, a atenção deve aumentar quando a dor vem acompanhada de sinais de alerta.
Segundo o ortopedista Alexandre Fogaça Cristante, presidente da Sociedade Brasileira de Coluna, entre os exemplos de sintomas alarmantes estão a dor muito intensa, dor após um trauma, febre ou dor associada a emagrecimento sem explicação. Nessas situações, é importante procurar avaliação médica para entender a causa e definir o tratamento.
Outro sinal que merece atenção é a perda de força nos membros. Esse sintoma pode aparecer quando há uma compressão neurológica na região da coluna. Isso acontece quando alguma estrutura da coluna pressiona os nervos responsáveis por levar os comandos de movimento do cérebro até os músculos. A pressão pode ser causada por uma hérnia de disco ou pelo desgaste natural da coluna com a idade, que pode estreitar o canal por onde passam os nervos. Infecções, tumores ou fraturas também podem alterar a anatomia da coluna e provocar compressão.
Sinais como dificuldade para caminhar ou perda da capacidade de realizar movimentos devem ser avaliados por um médico. “A possível presença de déficit neurológico deve ser analisada e tratada o mais rápido possível, com exames de imagem e outros testes que forem necessários para definir a causa”, afirma o especialista.
Como é feito o tratamento
Apesar de crises intensas de dor nas costas serem muitas vezes incapacitantes, a maioria dos casos não exige internação. O tratamento geralmente é feito com analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia e retomada gradual das atividades, em casa ou após um atendimento inicial. A hospitalização costuma ser reservada para situações mais graves, como perda importante de força ou quando a dor impede completamente a pessoa de realizar atividades básicas do dia a dia.
Em caso de diagnóstico de compressão dos nervos, o tratamento depende da causa e da gravidade. Segundo Fogaça, para algumas pessoas, medidas como medicamentos, fisioterapia e acompanhamento médico são suficientes para controlar os sintomas. Em outros casos, há indicação de descompressão cirúrgica ou necessidade de associar o procedimento à artrodese, uma técnica que estabiliza a coluna.

